Viajar, alimento para a alma

Viajar é sair do berço, caminhar sozinho ou não, visitando outras perspectivas, além da rotina que nos aprisiona e torna acondicionada a repetição nossos sentidos. É ver além da mesmice cotidiana. Olhar o horizonte por um lado diferente e lembrar que sempre há outro ponto de vista. Lembrar que o mundo é enorme, cheio de possibilidades e entre todas elas é possível encontrar boas razões para viver.

Nos desperta para a beleza da vida nas incontáveis formas, da natureza e da Terra a qual pertencemos. Nos ensina em grau de importância, a contemplar às paisagens. São imagens que levamos nas lembranças, dos caminhos por onde andamos, para sempre poder voltar.

O lar, naquele momento, poderia ser qualquer lugar, perdemos o medo de desapegar das paisagens costumeiras que não mais nos despertam a observação, o encanto. Para então nos adaptarmos a explorar cada beleza que se esconde atrás dos prédios que, cada dia mais altos, não nos impedem de ver o sol nascer.

Viajar, alimento para a alma daqueles que se encontram com o perfeito milagre da vida todos os dias, mas esquece que faz parte. De tudo. Do todo. Daquele lugar e de muitos outros. Que é o próprio milagre em um novo amanhecer. Combustível para a alma daqueles que se esqueceram de amar a vida, suas formas e sabores, em todos os sentidos que a vida nos permitiu sentir.

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Dieta de leituras 2018

“Antes tarde do que nunca”. Enfrentei algas dificuldades para terminar a lista e escolher os livros. Percebi que não sabia bem quais eram meus objetivos ao ler um livro é que não fazia ideia do quanto e qual era o ritmo da minha leitura. Tive dúvidas entre quais escolher e decidir que finalmente iria incluir a obra completa Arthur Conan Doyle, autor do personagem marcante Sherlock Holmes para estudar a forma como ele cria um personagem que se destaca tanto.

Reservei um espaço para as leituras da faculdade que precisam de uma atenção especial. E como não sei diferenciar bem uma leitura de descanso de uma mais complexa, inclui essa característica aos livros que se diferenciavam das outras leituras, para mudar o tipo de leitura.

Criei um documento editável, então posso modificar de acordo com o que for surgindo e marcar aquilo que já foi lido. Espero conseguir concluir meus objetivos com cada uma das leituras. E já estou com um novo projeto de leituras para o próximo ano.

Caso não consigam acessar o documento, me falem nos comentários, por favor. Aceito sugestões.

Boas leituras! ❤

Link para o documento do Google:

https://docs.google.com/document/d/176gFaljTUbTBZ5D5ji0dcuToQ_ashu6D1jAhspE40lw/edit?usp=drivesdk

Resenha: Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

BARRETO, Afonso Henriques de Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. n. 1. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010.


Por Wellytania Thais Sousa Morais       

    

    A obra é uma narrativa na terceira pessoa, dividida em três partes com capítulos médios. E vivenciada no Brasil, no contexto do início da República. Escrita por Lima Barreto (jornalista e  um dos principais escritores da literatura brasileira), foi publicado em 1911, primeiramente em folhetim e depois, em 1915, como livro. Retrata o patriotismo e nacionalismo do protagonista, que tem como ideais, considerados utópicos, as melhorias na política, agricultura e na cultura. E faz uma crítica a forma como as autoridades tratam aqueles que contrariam seus interesses e a própria sociedade limitada a aceitar tudo como estava.

        O personagem principal é o Major Policarpo Quaresma, um nacionalista, que vive no Rio de Janeiro, onde é funcionário público. Usa apenas o que é do Brasil e estuda com amor as terras, os costumes, música, política e tudo o que for de História do Brasil. Defende com zelo e da total prestígio e preferência a tudo aquilo que é naturalmente brasileiro. Seu gosto por livros o torna motivo de muitas falácias em sua vizinhança, principalmente pelo doutor Segadas, pois na época em que se passa a narrativa, o hábito da leitura só é natural aqueles que possuem alguma graduação. Major tinha poucos amigos, entre os poucos sua irmã Adelaide, seu compadre Vicente e sua afilhada Olga. A princípio, faz amizade com Ricardo Coração Dos Outros, um músico compositor de modinhas que começa a frequentar a casa do Major para o ensinar a tocar violão. Apesar disso ser mais um motivo de críticas e sua irmã alertar sobre o que andaram falando, Quaresma ignora o preconceito das pessoas com aqueles que tocam violão. Para ele, os costumes de sua terra deveriam ser preservados e a modinha tocada no violão era um deles.

      O fato marcante dessa primeira parte foi Policarpo, após estudar a língua Tupi Guarani, escrever uma carta para o presidente, pedindo que a língua fosse adotada como idioma oficial do país, fato que fez com que o Major fosse mandado para se internar em um sanatório (hospital psiquiátrico). Demonstrando o perigo no qual estava aqueles que se colocassem contra as autoridades do país.

       Lima Barreto denuncia os problemas sociais enfrentados nesse contexto, como o preconceito influenciado pelos burgueses e reforçado  com a falta de informações da sociedade. Após sair do sanatório, o subsecretário decide ir morar em um sítio e viver de tudo aquilo que as terras nacionais poderiam produzir, se dedicando à agricultura. E a fim de provar a fertilidade do solo brasileiro, não colocava adubos. Mas trabalhava todos os dias, enfrentando as pragas e a infertilidade.

     A Revolta da Armada, quando a Marinha brasileira se rebela contra o Governo de Floriano Peixoto, é o contexto da terceira parte do livro, quando o protagonista decide voltar à cidade para se aliar ao Floriano Peixoto, a quem tinha muita devoção. Ao fim da revolta, mandou uma carta se queixando da crueldade com o qual o presidente tratou os prisioneiros. Quaresma se surpreendeu com a falta de compaixão, alegando não haver necessidade para aquilo. A reação de Floriano ao ler a carta, foi mandar prender e matar o patriota, acusado de traidor. Seu amigo Ricardo tenta conversar com todas as pessoas que o conhecem e sabem de seu amor pelo país,mas ninguém quer se expor diante do autoritarismo do presidente. Momento em que o autor deixa claro a militância presente em sua obra, acusando o governo por sua falta de liberdade de expressão. A única pessoa que tenta ajudar Quaresma é sua afilhada Olga. E ele se encontra numa situação de total decepção por todos os anos que dedicou aos estudos, defendendo seu país, quando poderia ter saído, se divertido e construído uma família. Sente-se um sonhador iludido, traído pelos seus próprios ideais.

        Podemos encontrar em cada parte do livro uma forma diferente em que Lima Barreto põe seu personagem para correr atrás de seus ideais. Na primeira parte trata da cultura, enviando uma carta sobre a língua usada no país. Na segunda, se aventura na agricultura, tentando provar a fertilidade das terras brasileiras. E na terceira parte, se envolve com a política, contrariando a forma de governo do presidente. Das três formas, enfrenta as decepções que qualquer indivíduo brasileiro que se comporte como cidadão enfrentaria. Levando seus leitores a refletirem se cada um estava exercendo um papel social voltado para as melhorias ou apenas servindo de fantoches para o que estava sendo imposto.

Desafio: Dieta de Leituras

Estamos rodeados de informações o tempo inteiro, somos a geração que está o tempo todo conectada a um dispositivo, muitas vezes muito mais que às pessoas a nossa volta. E essa conexão está vinculada a um acesso maior a leitura. Nas redes sociais encontramos o tempo todo textos sobre todo tipo de assunto. Mas será que esse tipo de leitura tem algum objetivo que possamos identificar? Será que nos leva a algum lugar passar grande parte do nosso tempo (até mesmo sem perceber) deslizando a tela e lendo aquilo que nos vem? E como você tem aproveitado seu tempo de ler?

Na realidade existe uma situação em que deixamos de considerar o ato de ler como um trabalho e realizamos a chamada leitura desinteressada, onde lemos sem nos preocuparmos com forma que o livro foi escrito, porque ele é um bom livro, na construção de frases, parágrafos e capítulos e principalmente, qual o meu objetivo quando leio aquele livro? Quando passamos a prestar atenção a esses pontos, estamos estudando várias formas de escrever e dando mais importancia ao exercício da leitura, parte muito importante na construção de qualquer escritor.

Lendo a respeito, encontrei um texto falando sobre “dieta de leitura” e também um vídeo sobre “caderno de leituras”, a primeira faz uma associação de nossas leituras com uma dieta, quando queremos chegar a determinado objetivo, seja saúde ou uma simples questão de estética, selecionamos aquilo que devemos comer durante um dia e temos bem definidos também o que não devemos. Na pirâmide alimentar, os alimentos mais importantes estão em baixo com maior frequência e quantidade, assim será nossas leituras mais importantes dentro da nossa dieta de leituras, aquiles nas quais doamos mais tempo do nosso dia-a-dia. E os doces e frituras, por exemplo, ficam lá em cima, como as leituras que não nos levam a nenhum objetivo ou não nos constroem algum tipo de conhecimento considerado importante por nós, como por exemplo os “textões” nas redes socias. O caderno de leituras serve para registrar aquilo que lemos e escrever a respeito, para sabermos exatamente onde encontrar aquele trecho que gostamos, aquela informações que não devíamos esquecer ou até mesmo lembrar em qual livro encontramos aquela história ou estrutura de escrita que queremos usar no nosso próximo projeto.

Pensando nisso, decidi que deveria adotar uma dieta de leitura e compartilhar com vocês. E os convido a fazer o mesmo e compartilhar uns com os outros. Dessa forma podemos interagir e nos ajudar, indicando livros e até mesmo compartilhando metas. Todos os anos me ponho metas apenas me referindo a quantidade de livros, mas não tenho especificado quais são. E no momento em que sabemos exatamente qual livro ler e colocamos um objetivo claro nele, se torna algo muito mais importante. Além disso, nada melhor do que ter com quem compartilhar nossas metas.

O que acham? Já se colocaram algum tipo de meta ou já fizeram dietas de leitura ou possuíram cadernos de leitura? Me contem como foi com vocês e se topam me ajudar nesse desafio.

Referências:

Revista ÉPOCA

https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/02/faca-uma-bdieta-de-leiturasb.html

Canal Pâm Goncalves

Obrigada, mãe

Nos faz tomar jeito

Jeito na vida

Na mesa,

Nas roupas,

“nas casas”

Se vou longe brincar

Vai de encontro ao perigo

Só para me buscar

Me dá abrigo e cuidado

Obrigada por tudo aquilo

Que tem me dado

Sua forma de vencer

Para mim é exemplo

Que guia meu viver

Sua coragem

Seu batom vermelho

Feliz de mim
Por ter você como espelho,

Mãe.

A música que nos fazia dançar, acabou

Não quero incomodar

Nossa dança parou

Não pude ficar

Você não me beijou

E isso quase me fez chorar

De novo

Quando pude ver

Não era real

Me obriguei a não ser

O homem sentimental

Eu escolhi esconder

Às lembranças penduradas no varal

Tentei esquecer

Na mesa daquele Bar Central

Não chorei

Nessa praça pública

Deitei. Fiquei.

Amanheceu

Pessoas varrem a rua

Sol nasceu

Cheiro de café, palavras para a lua

Não tem beijo seu

Essa música não é sua.

Um passo a frente e não estou no mesmo lugar!

Quando criei o blog, tinha muito medo de postar qualquer coisa que havia criado, em qualquer mídia, até mesmo simplesmente mostrar para alguém, então foi um passo para me libertar dessa insegurança. Permaneço mais anônima do que poderia, mas criar o quantoamim foi um passo muito importante para a minha escrita. As coisas das quais tinha medo, são exatamente aquelas que me levam a autocrítica e o desejo que sinto de melhorar, sabendo o que pensam sobre aquilo que escrevi, tenho mais uma ferramenta necessária. Os comentários ruins: quero saber todos eles. Os bons: são minha motivação nos momentos que penso em desistir e, principalmente, estar perdendo tempo.