Droga Matinal

Às vezes imagino metade de vinte e quatro horas sem você e o coração bate mais forte. Durmo vencida pelo cansaço físico, mas a mente distribui sonhos em demanda perturbadora, minha mente acorda meu corpo nessa manhã depois dos sonhos tomarem conta do sono. Levanto assustada, abro às janelas do meu quarto e sinto medo de não ter tempo para tantas preocupações e aproveitar cada minuto que tenho para te consumir. Ligo o computador, são sete horas da manhã, abro minha rede social e te busco em cada entrelinha ou possível vestígio de que posso te ter. Espero. Me perturbo com o tempo, brigo com o relógio. Sinto vontades e mais vontades. Me sinto incapaz. E no primeiro sinal de que vou te ter minimamente, faço tudo o que preciso para que o fato ainda pressuposto em minha mente seja consumado. Finalmente consigo engolir meu café da manhã. Procuro mais uma confirmação de sua presença em minha manhã. Tomo meu banho, me preparo e penso no que preciso fazer. Tomo café da manhã mais uma vez, converso com meus familiares para que o tempo pareça menos arrastado. Olho para o relógio.  A passagem do tempo me perturba. Sinto saudades do prazer e necessidade de mais paciência. Escrevo, te reescrevo e não descrevo a viagem que é você. Não consigo. Me sinto incapaz. Saudades de você, meu amor.

 

 

 

 

 

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