Por Enquanto

Andando por aí, onde os carros passam e destroem o silencio das ruas e das casas, mas não de dentro dele, que ainda espera por respostas, últimas palavras da vida para as dúvidas com as quais convive num relacionamento interminável.

Andando por aí, ele passa junto às pessoas naquela faixa de pedestre, em pleno sinal vermelho, ele não olha para trás, mas olha cada pessoa à frente, tentando encontrá-la. Ou encontrá-lo.

Andando por aí, ele vê as praças, as casas, os bares, as prostitutas e os drogados, nada que lhe satisfaça, nem mesmo aqueles copos de cerveja. Encha mais um! E nem mesmo os tragos, que seja um maço, nada disso lhe trás paz.

Andando por aí, conversa com o asfalto porque ele ainda não o abandonou.

Andando por aí, talvez ele a encontre, se encontre, se goste. Mas, por enquanto, decidiu pegar um taxi e encontrar apenas o caminho de volta para casa. A sua, por enquanto.

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