Nas gavetas do meu armário

O peito dói
O sorriso se dobra para baixo
Algo por dentro corrói
O coração apertado
Os olhos se enchem de lágrimas
Que por vezes se escondem num olhar disfarçado
E é assim que ficamos
Arrumando as gavetas do nosso passado
Encontrando pedaços de dor
Descobrindo e redescobrindo
A fragilidade da confiança e a dimensão do rancor.

É que não se fala sobre o rancor
Se acostumam a colocar a dor em um lugar escondido
E cobrem tudo com amor
Falar do perdão é mais bonito
Mesmo que seja confundido
Quando não perdoamos nem a nós mesmos
E o sentimento fica escondido

E esse é o gosto amargo
Do que guardamos no nosso armário
No espaço largo
Que não recebeu amor
Um gosto descrito por palavras mal ditas, choro engolido e o peso da dor.

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